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A nossa história
Segundo reza a história no início do século passado, um grupo de camponeses da Freguesia de
Ribeira Branca, teve a ideia de formar uma banda de música. Nasce assim a “Sociedade
Philarmónica da Ribeira” cuja existência, apesar de registos anteriores, ser atribuída a 12 de
Agosto de 1900.
Conforme estatutos da época, esta sociedade teve como propósitos iniciais a “unificação de
todos os habitantes da Ribeira” e constituir “um meio de recreio para sócios e seus
familiares”.
A sua sede foi edificada na aldeia de Ribeira Ruiva, onde ainda hoje se localiza e a banda
constituída por cerca de 25 elementos teve um funcionamento regular durante a primeira
metade do século XX. Durante este período passaram pela colectividade vários maestros,
merecendo destaque entre outros, o Sr. Manoel Santos (maestro fundador), Sr. Mineiro, Sr.
João da Mari Pedra e J. Barreto.
Na década de 50 e 60, a procura de melhores condições de vida leva parte da população mais
jovem, a imigrar para Lisboa e ex-colónias e também alguns para o estrangeiro, situação que
iria originar a paragem da banda por um período superior a 20 anos.
Após o 25 de Abril de 1974, um grupo de amigos da Filarmónica aproveitando o regresso ao
Continente, do sargento musico João Maria Duarte, haveria de reactivar a filarmónica
formando uma banda juvenil com cerca de 35 elementos. Durante mais de uma década a
banda teve grande actividade abrilhantado inúmeras festividades, encontros de bandas,
concertos. Neste período constitui ponto alto a deslocação da Banda a França (Paris), em 1985
onde efectuou vários concertos para a comunidade emigrante.
No final da década de 80 (1987), devido a problema directivos a Banda da SFLUR, tem nova
paragem formal, embora um grupo com cerca de 20 músicos formados na Banda tenha
assegurado sempre realização dos principais eventos musicais locais, e participado nos festejos
comemorativos do Centenário da Colectividade.
Nas últimas décadas a SFLUR, é uma colectividade com cariz cultural, recreativo e desportivo
para associados e população em geral, tendo-lhe sido atribuído o estatuto de utilidade pública,
dispondo para além da sua sede, pavilhão desportivo, campo de jogos e recinto para festas e
convívios.
Em o 2009 interesse manifestado por jovens e encarregados de educação em aprender
musica, leva a SFLUR a reorganizar a sua Escola de Música e reactivar formalmente a sua
Banda de Musica.
A Camara Municipal de Torres Novas deliberou a 2 de Maio de 2012, atribuir á SFLUR a
Medalha de Mérito Municipal da Cultura.
Em 8 de Junho de 2014, a banda é convidada para realizar Concerto no Jardim Zoológico de
Lisboa em Comemoração do Dia Mundial dos Oceanos.
Atualmente, Banda da SFLUR é dirigida por João Ginginha sendo constituída por cerca de 45
elementos, com idades compreendidas entre os 10 e 60 anos.


